Em 3 de abril de 2025, Verdansk voltou ao Warzone. O mapa que lançou o battle royale de Call of Duty em março de 2020 reapareceu no início da terceira temporada de Black Ops 6, como parte da comemoração dos cinco anos do jogo. A Activision havia confirmado a volta em 10 de março de 2025, depois de meses de rumores, e apostou na nostalgia para reanimar um battle royale que vinha perdendo fôlego desde a troca de mapas de 2022.
Por que Verdansk importava tanto
Verdansk, cidade fictícia inspirada no Leste Europeu, foi o primeiro mapa do Warzone e o cenário do auge do jogo durante a pandemia. Saiu de cena em dezembro de 2021, substituída por Caldera, e os mapas seguintes, Al Mazrah e Urzikstan, nunca tiveram a mesma aceitação. Pedir Verdansk de volta virou praticamente um bordão da comunidade.
O peso do mapa tem explicação nos números. Lançado em 10 de março de 2020, nas primeiras semanas de isolamento social, o Warzone passou de 100 milhões de jogadores em pouco mais de um ano, segundo a Activision, e Verdansk foi o cenário desse crescimento. Para muitos jogadores, inclusive no Brasil, onde o jogo virou presença constante nas transmissões ao vivo, o mapa ficou associado à melhor fase do battle royale.
A versão de 2025 foi reconstruída na tecnologia atual, com os pontos de interesse clássicos, como Estádio, Superstore e Hospital. A Activision também resgatou elementos do Warzone original e combinou a volta do mapa com mudanças de ritmo e de equipamento pensadas para lembrar a experiência de 2020.
Os números da volta ao Warzone
A Activision não divulgou números oficiais de jogadores, e os dados de console não são públicos. O termômetro disponível foi a Steam, onde Warzone e Black Ops 6 aparecem somados sob o aplicativo Call of Duty:
- no dia da volta, o aplicativo passou de 114 mil jogadores simultâneos, o maior número da franquia na plataforma em 2025 até então;
- o pico subiu para cerca de 140 mil jogadores simultâneos no fim de semana seguinte, por volta de 6 de abril;
- o salto, segundo levantamentos de imprensa, passou de 200% em relação ao dia anterior ao início da temporada.
O número precisa de contexto. O recorde histórico do aplicativo de Call of Duty na Steam, de cerca de 489 mil jogadores simultâneos, foi registrado em outubro de 2022, no lançamento de Modern Warfare II. E o efeito de Verdansk não durou: segundo acompanhamento do Dexerto, o interesse se manteve alto em maio, mas as médias voltaram a cair em junho de 2025. Como a maior parte do público de Call of Duty joga em PlayStation e Xbox, e esses dados não são divulgados, os números da Steam mostram a tendência, mas não o tamanho real da volta.
Recepção: nostalgia funcionou, mas não resolveu tudo
A recepção inicial foi positiva, com muitos jogadores e criadores de conteúdo voltando ao jogo para rever o mapa. As críticas dos meses seguintes foram as de sempre no Warzone: trapaceiros no PC, equilíbrio de armas e a sensação de que a nostalgia sozinha não segura o público por muito tempo. Verdansk ajudou a reanimar o battle royale, mas não o devolveu ao tamanho de 2020.
O que veio depois de Verdansk
Verdansk não saiu do jogo. Com a integração de Call of Duty: Black Ops 7, em dezembro de 2025, o mapa ganhou novos pontos de interesse e passou a dividir espaço com Haven's Hollow, mapa menor para o modo Ressurgimento. Em março de 2026, a Activision lançou o Black Ops Royale, modo gratuito inspirado no Blackout de Black Ops 4, jogado em Avalon, o grande mapa do modo Endgame de Black Ops 7. No Black Ops Royale não há gulag, estações de compra nem armas personalizadas, e as partidas reúnem 100 jogadores em esquadrões de quatro.
A estratégia é clara: depois de tentar reinventar o Warzone em 2022, a Activision passou a se apoiar em mapas e modos que os jogadores já conhecem. Hoje, Verdansk segue no rodízio do Warzone, gratuito em PC, PlayStation e Xbox. Os detalhes de cada temporada são publicados no blog oficial de Call of Duty.
Imagem de capa: Activision / divulgação · divulgação



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