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Plataforma● Atualizado em 4 de novembro de 2026

Call of Duty no Game Pass: de Black Ops 6 ao fim do lançamento no dia 1

Black Ops 6 estreou no Game Pass em outubro de 2024, bateu recordes e encareceu o serviço. Em abril de 2026, a Microsoft desistiu de colocar novos Call of Duty no catálogo no dia do lançamento.

Soldado armado em primeiro plano diante de um prédio em chamas em cena de Call of Duty

Em 25 de outubro de 2024, Call of Duty: Black Ops 6 chegou às lojas e, pela primeira vez, a um serviço de assinatura no dia do lançamento: o Xbox Game Pass. Era o primeiro grande resultado prático da compra da Activision Blizzard pela Microsoft, concluída um ano antes. A aposta de colocar Call of Duty no Game Pass durou só dois lançamentos, Black Ops 6 e Black Ops 7, e mexeu tanto com o preço do serviço quanto com a forma de vender a maior série de jogos da empresa.

A preparação: Game Pass mais caro antes de Black Ops 6

A Microsoft preparou o terreno em julho de 2024. O Game Pass Ultimate subiu de US$ 16,99 para US$ 19,99 por mês nos Estados Unidos, e o PC Game Pass, de US$ 9,99 para US$ 11,99. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou um novo plano, o Game Pass Standard, por US$ 14,99, sem acesso aos lançamentos no dia 1. Na prática, quem quisesse jogar Black Ops 6 pelo serviço no console precisava do plano mais caro.

O efeito de Call of Duty no Game Pass e nas vendas

Os números divulgados pelas empresas foram de recorde. No balanço de outubro de 2024, o presidente da Microsoft, Satya Nadella, disse que Black Ops 6 teve recorde de jogadores no primeiro dia e gerou o maior número de novas assinaturas do Game Pass já visto num dia de lançamento, sem informar quantas. Depois, a Microsoft chamou o jogo de maior lançamento da história de Call of Duty em total de jogadores, horas e partidas, e a Activision afirmou que os 30 primeiros dias foram os maiores da série.

O temor de que o Game Pass canibalizasse as vendas não se confirmou nos Estados Unidos, pelo menos no curto prazo:

  • Black Ops 6 foi o jogo mais vendido de outubro de 2024 no país, segundo a Circana;
  • nas duas primeiras semanas, as vendas em dólares superaram em 23% as de Modern Warfare III no mesmo período;
  • a própria Circana avaliou que não houve canibalização massiva, embora a fatia de vendas tenha se deslocado para o PlayStation, já que parte dos jogadores de Xbox jogava pela assinatura;
  • o gasto com assinaturas nos Estados Unidos cresceu 16% na comparação anual, puxado pelo Game Pass.

No Reino Unido, houve relatos de queda nas vendas físicas, e analistas atribuíram parte dela ao Game Pass, mas sem dados que isolassem esse efeito.

Black Ops 7, novo aumento e o recuo

Em outubro de 2025, o Game Pass Ultimate subiu de novo, para US$ 29,99 nos Estados Unidos, e Black Ops 7 chegou ao serviço no lançamento, em 14 de novembro de 2025. Desta vez o cenário foi outro: o jogo teve recepção ruim, vendas abaixo do esperado e concorrência direta de Battlefield 6.

Em 21 de abril de 2026, a Microsoft mudou de rumo. O Game Pass Ultimate caiu de US$ 29,99 para US$ 22,99 por mês, e o PC Game Pass, de US$ 16,49 para US$ 13,99. Em troca, os novos Call of Duty deixaram de entrar no serviço no dia do lançamento e passaram a chegar ao catálogo cerca de um ano depois. Os jogos antigos da série continuaram no Game Pass. Asha Sharma, CEO da Microsoft Gaming, escreveu no X que o Ultimate tinha se tornado caro demais para muitos jogadores.

O que ficou da experiência

O primeiro jogo afetado foi Call of Duty: Modern Warfare 4, lançado em 23 de outubro de 2026 sem estar no Game Pass. A experiência de dois anos mostrou os dois lados do modelo: Call of Duty é capaz de atrair assinantes em massa, mas o custo de colocá-lo no serviço acabou repassado aos assinantes em preços cada vez maiores. Ao voltar a vender o lançamento separadamente, a Microsoft trocou o argumento do tudo incluído por um Game Pass mais barato. As condições atuais do serviço estão na página oficial do Xbox Game Pass.

Imagem de capa: Activision / divulgação · divulgação

ABPor André Bayer

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