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Sony● Atualizado em 4 de novembro de 2026

Sony compra a Bungie por US$ 3,6 bilhões: o que aconteceu com o estúdio

Em janeiro de 2022, a Sony anunciou a compra da Bungie por US$ 3,6 bilhões. Quatro anos depois, Destiny 2 parou de receber conteúdo e Marathon decepcionou.

Arte de Marathon com personagem de armadura em cores vibrantes

Em 31 de janeiro de 2022, duas semanas depois de a Microsoft anunciar a compra da Activision Blizzard, a Sony comprou a Bungie, estúdio criador de Halo e de Destiny, por US$ 3,6 bilhões. O negócio foi concluído em 15 de julho de 2022. A Bungie continuaria como subsidiária independente, publicando seus jogos em várias plataformas, e ajudaria a Sony a desenvolver jogos como serviço, os chamados live service.

A trajetória da Bungie já tinha passado por outra grande empresa. Comprada pela Microsoft em 2000, quando desenvolvia o primeiro Halo, ela se separou da dona do Xbox em 2007 e, em 2010, fechou com a Activision o contrato de publicação de Destiny. Em 2019, encerrou essa parceria e passou a publicar Destiny 2 por conta própria.

A aposta da Sony em jogos como serviço

A compra fazia parte de um plano da PlayStation de lançar mais de dez jogos como serviço até 2026. A Bungie era vista como especialista no modelo, graças a Destiny 2, lançado em 2017 e mantido com expansões anuais. Segundo o anúncio da Bungie, o estúdio manteria sua autonomia criativa.

O documento enviado pela Sony à SEC, órgão regulador do mercado americano, apontou que o valor total chegava a cerca de US$ 3,7 bilhões quando incluídos os incentivos para reter funcionários.

Demissões e mudanças de comando na Bungie

A fase seguinte foi turbulenta. A expansão Lightfall, de 2023, foi mal recebida, e a Bungie fez cortes no fim daquele ano. The Final Shape, lançada em junho de 2024 e encerrando a saga original de Destiny, agradou à crítica, mas não evitou a maior rodada de demissões até então.

Em 31 de julho de 2024, o CEO Pete Parsons anunciou o corte de 220 cargos, cerca de 17% do estúdio, e a transferência de outros 155 para a Sony Interactive Entertainment. A Bungie perdeu parte da independência prometida em 2022, e Parsons foi muito criticado por ex-funcionários. Ele deixou o cargo em agosto de 2025, substituído por Justin Truman.

Arte de Destiny 2 com guardiões em cenário de ficção científica
Destiny 2 recebeu sua última atualização de conteúdo em junho de 2026 — Bungie / Steam · divulgação

Marathon e o fim do desenvolvimento de Destiny 2

A grande aposta passou a ser Marathon, shooter de extração inspirado na série da Bungie dos anos 1990. O jogo foi adiado em junho de 2025, depois de um teste fechado com recepção fria e de uma polêmica envolvendo arte usada sem autorização de uma artista independente. Destiny 2 recebeu as expansões The Edge of Fate, em julho de 2025, e Renegades, em dezembro, com tema de Star Wars, mas o número de jogadores seguiu em queda.

Marathon foi lançado em 5 de março de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC, por US$ 39,99. O lançamento atraiu cerca de 88 mil jogadores simultâneos na Steam no primeiro dia, mas o público caiu rápido. A Bungie e a Sony não divulgaram vendas. A Alinea Analytics estimou 1,2 milhão de cópias até o fim de março, a maior parte no PC.

O que aconteceu depois

A conta chegou em 2026. No balanço do ano fiscal encerrado em março, a Sony registrou perdas por redução ao valor recuperável de cerca de US$ 765 milhões ligadas à Bungie, atribuídas ao desempenho de Destiny 2 e de Marathon. Destiny 2 recebeu sua última atualização de conteúdo em 9 de junho de 2026, e não há Destiny 3 aprovado.

  • O estado de Washington confirmou 292 demissões na Bungie em junho de 2026, a terceira grande rodada desde a compra.
  • Justin Truman deixou o comando do estúdio, e Poria Torkan, veterano da casa, assumiu.
  • A Sony diz que Marathon segue como parte importante do seu portfólio e que outros projetos estão em fase inicial.

Quatro anos depois da compra, a Bungie é bem menor, perdeu boa parte da autonomia e depende de um único jogo em atividade. A Sony, que comprou o estúdio para liderar sua estratégia de jogos como serviço, já reduziu esses planos e voltou a priorizar as grandes aventuras para um jogador, que fizeram a fama do PlayStation.

Imagem de capa: Bungie / Steam · divulgação

ABPor André Bayer

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