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Sony● Atualizado em 4 de novembro de 2026

PS5 Pro: preço, PSSR e a polêmica do console mais caro da Sony

Anunciado em setembro de 2024 e lançado em novembro, o PS5 Pro estreou a R$ 6.999,90 no Brasil, apostou no upscaling por IA e ficou ainda mais caro em 2026.

A Sony anunciou o PS5 Pro em 10 de setembro de 2024, numa apresentação técnica de cerca de nove minutos comandada por Mark Cerny, arquiteto-chefe do PlayStation 5. O console chegou às lojas em 7 de novembro de 2024 por US$ 699,99 nos Estados Unidos e R$ 6.999,90 no Brasil, com lançamento simultâneo no país. O preço, somado à ausência de leitor de disco, transformou o anúncio numa das maiores polêmicas daquele ano.

O que o PS5 Pro trouxe

A proposta era oferecer gráficos melhores sem obrigar o jogador a escolher entre resolução e taxa de quadros. Segundo a Sony, o modelo tem:

  • GPU com 67% mais unidades de computação que a do PS5;
  • memória 28% mais rápida;
  • renderização até 45% mais rápida durante o jogo;
  • ray tracing com velocidade duas, e às vezes três, vezes maior;
  • SSD de 2 TB.
PS5 Pro na vertical, sem o leitor de disco acoplado
O PS5 Pro chegou sem leitor de disco, vendido à parte — BeatEmUps / Wikimedia Commons · CC BY 3.0

O console vinha com um controle DualSense e Astro's Playroom pré-instalado. Nos Estados Unidos, a pré-venda começou em 26 de setembro de 2024 no site da PlayStation e, em 10 de outubro, nas demais lojas. O anúncio oficial foi assinado por Hideaki Nishino, então chefe da divisão de plataformas da Sony Interactive Entertainment.

A grande novidade era o PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), tecnologia de reconstrução de imagem baseada em aprendizado de máquina, a mesma ideia do DLSS da Nvidia: o jogo é processado em resolução menor e a inteligência artificial reconstrói a imagem com mais nitidez. A própria Sony deixou claro, no anúncio oficial, que os ganhos dependiam de cada jogo receber atualização específica para o Pro.

Para orientar o consumidor, os jogos com melhorias para o modelo passaram a exibir o selo PS5 Pro Enhanced. No lançamento, a lista reunia dezenas de títulos, entre produções da própria Sony e de outras editoras, mas a qualidade das versões variou bastante de jogo para jogo.

A polêmica do preço do PS5 Pro

A reação foi imediata. Por US$ 699,99, o PS5 Pro custava mais do que muitos PCs de entrada e vinha sem leitor de discos, vendido à parte. Quem quisesse rodar mídia física precisava gastar mais. Para muitos jogadores, o salto visual mostrado na apresentação não justificava a diferença em relação ao PS5 comum, especialmente numa geração com poucos jogos exclusivos.

No Brasil, o valor de R$ 6.999,90 chamou atenção por repetir o número do preço americano com um zero a mais, bem acima da conversão direta pelo câmbio da época. A pré-venda começou em 26 de setembro na loja oficial e em grandes varejistas, e o console estreou no país no mesmo dia que no resto do mundo.

A defesa da Sony foi que o Pro é um produto para entusiastas, que querem o máximo de desempenho e aceitam pagar por isso. O PS5 padrão seguiu à venda e continuou sendo a principal opção da linha.

Quanto o PS5 Pro custa hoje

O preço só subiu desde o lançamento. Em agosto de 2025, a Sony aumentou em US$ 50 todos os modelos de PS5 nos Estados Unidos, e o Pro passou a US$ 749,99. Em 27 de março de 2026, a empresa anunciou um novo reajuste mundial, em vigor desde 2 de abril, citando pressões da economia global num período marcado pela disparada dos preços de memória:

  • Estados Unidos: PS5 Pro a US$ 899,99;
  • Europa: € 899,99;
  • Brasil: de R$ 6.999,90 para R$ 7.499,90, segundo a imprensa brasileira.

Na prática, quem comprou o PS5 Pro no lançamento pagou menos do que se paga hoje, algo raro na história dos consoles, que costumam ficar mais baratos ao longo da geração.

O legado do PS5 Pro

Mais de dois anos depois, o PS5 Pro é lembrado como o console que testou o limite do bolso do jogador. Também foi o laboratório da Sony para a reconstrução de imagem por IA, tecnologia que deve ter papel central na próxima geração. Para o consumidor brasileiro, ficou a lição de que, nesta geração, esperar a queda de preço deixou de ser uma boa estratégia.

Imagem de capa: Sony Interactive Entertainment / PlayStation Blog · divulgação

ABPor André Bayer

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