Resident Evil Requiem foi revelado pela Capcom no Summer Game Fest de 6 de junho de 2025, já com data marcada: 27 de fevereiro de 2026. Nono capítulo principal da série de terror, o jogo levou os jogadores de volta às ruínas de Raccoon City e, oito meses depois do lançamento, já é o Resident Evil que vendeu mais rápido em quase 30 anos de franquia.
O que o trailer de Resident Evil Requiem mostrou
O vídeo de revelação apresentou Grace Ashcroft, analista de inteligência do FBI e filha de Alyssa Ashcroft, personagem de Resident Evil Outbreak. A investigação a leva ao Wrenwood Hotel, prédio abandonado onde a mãe foi assassinada oito anos antes. O trailer apostou no terror em primeira pessoa e em cenas de perseguição, no estilo de Resident Evil 7, dirigido pelo mesmo Koshi Nakanishi.
A Capcom confirmou o RE Engine, ray tracing pensado desde o início do projeto e versões para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. Foi o primeiro Resident Evil feito só para a geração atual de consoles.
A volta a Raccoon City tem peso simbólico. A cidade foi destruída nos eventos de Resident Evil 3, e a série passou os anos seguintes longe dela, primeiro na fase de ação de Resident Evil 5 e 6 e depois na reinvenção em primeira pessoa de Resident Evil 7, de 2017, e Village, de 2021. Ao mesmo tempo, os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4 reconquistaram o público antigo. Requiem tenta juntar as duas linhas: o terror em primeira pessoa da fase recente e os personagens e cenários clássicos.
Além do Wrenwood Hotel e das ruínas da cidade, a campanha passa pelo Rhodes Hill Chronic Care Center, um centro de tratamento que serve de cenário para boa parte do suspense de Grace.
Leon na The Game Awards e o lançamento
A carta guardada para o fim veio na The Game Awards de dezembro de 2025: um terceiro trailer confirmou Leon S. Kennedy como segundo personagem jogável. Grace e Leon podem ser controlados em primeira ou terceira pessoa; os capítulos dela começam em primeira pessoa, e os dele, em terceira, como nos remakes recentes. A história se passa em 2026, 28 anos após a destruição de Raccoon City.
A crítica recebeu bem o lançamento de 27 de fevereiro. As médias no Metacritic ficaram entre 89 (PS5) e 93 (Xbox Series e Switch 2), na faixa de aclamação universal, e 95% dos críticos recomendaram o jogo no OpenCritic. No Brasil, a versão de PC custa R$ 299 na Steam.
Recorde de vendas e o que veio depois
O lançamento também foi bem tecnicamente, algo que pesa para o público de PC depois de conversões problemáticas de outras editoras nos últimos anos. A Capcom manteve o RE Engine, conhecido por rodar bem em máquinas modestas, e ofereceu recursos avançados para quem tem placas mais fortes.
Os números da Capcom mostram o tamanho do sucesso:
- 5 milhões de cópias em cinco dias, recorde de velocidade da série;
- 7 milhões em abril de 2026;
- 8,06 milhões no balanço divulgado no fim de julho de 2026.
Para comparação, o remake de Resident Evil 4 levou 14 meses para alcançar 8 milhões. A própria Capcom atribuiu parte do ritmo recente a promoções, e o remake de Resident Evil 2, com 19,75 milhões, segue como o mais vendido da franquia.

O suporte pós-lançamento manteve o jogo em evidência. O modo foto chegou em 27 de março de 2026, a Capcom confirmou um conteúdo adicional em desenvolvimento e, em 8 de maio, lançou o minigame Leon Must Die Forever. No PC, o jogo virou vitrine técnica: a iluminação com path tracing é exclusiva de placas Nvidia.
Requiem também puxou um dos melhores trimestres da história da Capcom, ao lado de Pragmata, que passou de 2,5 milhões de unidades. Os dados oficiais estão no site de relações com investidores da Capcom.
Imagem de capa: Capcom / divulgação · divulgação



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