Em 1º de outubro de 2025, a Microsoft fez a maior mudança da história do Xbox Game Pass e elevou o preço do Game Pass Ultimate de US$ 19,99 para US$ 29,99 por mês nos Estados Unidos, alta de 50%. No Brasil, o reajuste foi ainda mais forte: o plano mais completo passou de R$ 59,99 para R$ 119,90, praticamente o dobro, com efeito imediato.
Os novos planos do Game Pass
A reformulação trocou os nomes e reorganizou o que cada plano oferece. O antigo Core virou Essential, o Standard virou Premium, e o Ultimate continuou no topo. Os assinantes foram migrados automaticamente. Em linhas gerais:
- Essential: multijogador online e uma biblioteca de cerca de 50 jogos;
- Premium: catálogo de cerca de 200 jogos;
- Ultimate: mais de 400 jogos, os lançamentos no primeiro dia, além de Ubisoft+ Classics e Fortnite Crew incluídos.
O Xbox Cloud Gaming, o serviço de jogos na nuvem, saiu da fase de testes e passou a fazer parte de todos os planos, com qualidade melhor no Ultimate. O PC Game Pass também ficou mais caro, passando de US$ 11,99 para US$ 16,49 nos Estados Unidos. A Microsoft justificou a alta com a ampliação do catálogo e dos benefícios.
O preço do Game Pass Ultimate no Brasil
No Brasil, todos os planos subiram no mesmo dia, segundo levantamento do Tecnoblog:
- Essential: de R$ 34,99 para R$ 43,90 (alta de cerca de 25%);
- Premium: de R$ 44,99 para R$ 59,90 (cerca de 33%);
- Ultimate: de R$ 59,99 para R$ 119,90 (99,9%).
A Microsoft disse que avalia regularmente as taxas de câmbio e que os preços variam por região. Mesmo assim, o caso brasileiro chamou atenção: a alta em reais foi o dobro da aplicada em dólares, e o país estava entre os mercados com a maior diferença entre o reajuste local e o americano. Nas redes, assinantes reclamaram e muitos anunciaram cancelamentos.
Por que a Microsoft mexeu no Game Pass
O Game Pass foi, por anos, a principal aposta da Microsoft para o Xbox, com jogos da casa lançados no serviço no mesmo dia da estreia. Depois da compra da Activision Blizzard, isso passou a incluir Call of Duty, e o custo de abrir mão das vendas desses lançamentos pesou. A reformulação de 2025 tentou equilibrar a conta: quem quisesse os lançamentos no primeiro dia passaria a pagar bem mais.
O crescimento do serviço também havia desacelerado. O último número oficial amplamente divulgado, de fevereiro de 2024, era de 34 milhões de assinantes, abaixo de projeções internas da Microsoft que vieram a público anos antes. Com menos gente entrando, a saída escolhida foi cobrar mais de quem já estava dentro e separar com mais clareza o que cada plano oferece.
O que aconteceu depois
A estratégia foi revista em menos de um ano. Em 21 de abril de 2026, a Microsoft reduziu os preços do Game Pass Ultimate e do PC Game Pass, mas tirou dos planos os futuros Call of Duty no dia do lançamento: os novos jogos da série passaram a entrar no serviço só no fim do ano seguinte à estreia. Nos Estados Unidos, o Ultimate voltou a US$ 22,99 por mês.
Outra mudança começou em novembro de 2026: o Cloud Gaming passou a ter limite mensal de horas em todos os planos, segundo a CNBC. O Ultimate dá direito a 15 horas, o Premium a 10 e o Essential a 5, com a opção de comprar horas extras. Em publicação oficial, a Microsoft afirmou que o custo de oferecer jogos na nuvem cresce conforme mais pessoas usam o serviço e jogam por mais tempo, e reconheceu que, para alguns jogadores, o resultado prático é um custo maior.
Para o assinante brasileiro, que usa bastante a nuvem para jogar no celular ou em TVs sem console, o limite de horas é tão relevante quanto o preço. Os valores em reais após o corte de abril devem ser conferidos na loja oficial do Xbox, já que a Microsoft ajusta os preços por região.
Imagem de capa: mliu92 / Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0




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