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E-Sports

FURIA deixa o Valorant misto após ficar fora das parcerias do VCT 2027

Sem vaga entre os oito parceiros das Américas no ciclo 2027-2028, a FURIA encerra o time misto de Valorant e libera jogadores e comissão técnica.

Palco da Riot Games Arena, em Los Angeles, durante o Kickoff do VCT Americas em fevereiro de 2024

A FURIA vai deixar o cenário misto de Valorant. A organização anunciou nesta sexta-feira (30) que não seguirá na modalidade em 2027, depois de ficar de fora do programa de parcerias do VALORANT Champions Tour (VCT) para o ciclo 2027-2028. Jogadores e comissão técnica serão liberados e viram agentes livres em 2 de novembro, quando abre a janela de transferências.

No comunicado, a FURIA agradeceu a atletas, staff, patrocinadores e torcida, afirmou que "não é um adeus" e disse que continuará acompanhando o jogo. A saída da equipe havia sido antecipada pelo site Sheep Esports em 19 de outubro.

Quem a FURIA libera no Valorant

  • Gianfranco "koalanoob" Potestio;
  • Daniel "C0M" Lee;
  • Arthur "artzin" Araujo;
  • Luis Henrique "basic" Tessaro;
  • Fabian "Shyy" Usnayo;
  • Lorenzo "Loss" de Biazzi, da academia, que atuou emprestado à BESTIA.

O time feminino, que migrou recentemente do CS, continua inscrito no qualificatório aberto do VCT Americas Kickoff 2027, e a organização prometeu novidades sobre ele nas próximas semanas.

O fim de quatro anos de franquia

A FURIA foi parceira do VCT Americas por quatro anos, com resultados fracos na maior parte do período. 2026 foi a exceção: a equipe conquistou o Kickoff das Américas, seu primeiro título regional, e voltou a um evento internacional no Masters Santiago, onde não passou da primeira rodada dos playoffs.

Os parceiros do VCT 2027

A Riot escolheu oito parceiros por região. Nas Américas, ficaram 100 Thieves, G2 Esports, KRÜ Esports, Leviatán, LOUD, MIBR, NRG e Sentinels. Além da FURIA, Cloud9 e Evil Geniuses perderam o status. No novo modelo, a parceria vale por dois anos e garante estipêndio anual, divisão de receitas com itens do jogo e vaga direta no Kickoff; nas etapas seguintes, os parceiros enfrentam times vindos de qualificatórias abertas.

Segundo a Riot, a seleção considerou o compromisso com a comunidade do Valorant, o engajamento de torcida e conteúdo, a sustentabilidade do negócio, a estrutura e o histórico competitivo. A Evil Geniuses reduziu suas operações nos esportes eletrônicos, e a Cloud9 diz que pretende voltar pelas qualificatórias abertas. O modelo também recebeu críticas: Emmanuel Neyra, da mexicana Lyon Gaming, reclamou da falta de um representante direto da América Latina Norte.

Na prática, a FURIA poderia tentar o mesmo caminho da Cloud9 e disputar as qualificatórias abertas com um elenco próprio, mas preferiu encerrar o time misto e manter só o projeto feminino por enquanto.

Com isso, o Brasil terá duas organizações parceiras no circuito das Américas, a LOUD, campeã do Valorant Champions 2026 em Xangai, e o MIBR. Os detalhes da saída estão no THESPIKE.GG.

Imagem de capa: DJTechYT / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

ABPor André Bayer

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