O CBLOL ficou fora do calendário por um ano. Em junho de 2024, a Riot Games anunciou que o campeonato brasileiro, a LCS norte-americana e a LLA latino-americana seriam unidos em uma liga pan-americana, a LTA (League of Legends Championship of The Americas), a partir de 2025. Em setembro de 2025, menos de um ano depois da estreia, a empresa voltou atrás e confirmou o retorno do CBLOL e da LCS para 2026.
Como funcionou a LTA em 2025
A LTA foi dividida em duas conferências, Norte e Sul. A LTA Sul reuniu os times parceiros do CBLOL, um time vindo da LLA e um convidado. A ideia da Riot era concentrar público e patrocínio e dar mais peso às Américas nos torneios internacionais.
Na prática, o primeiro split foi disputado entre as duas conferências e terminou com a Team Liquid campeã, 3 a 0 na 100 Thieves, na arena da Riot em São Paulo. Nenhum time brasileiro chegou à final. No segundo split, a conferência Sul teve a FURIA como campeã sobre a paiN Gaming, com vaga no MSI. A Vivo Keyd Stars venceu a conferência Sul no terceiro split, garantiu a vaga brasileira no Mundial e perdeu a final da LTA para a FlyQuest por 3 a 1, em 28 de setembro de 2025, em Allen, no Texas.
No cenário internacional, o Brasil manteve presença. A FURIA representou a LTA Sul no MSI de 2025, e a Vivo Keyd Stars foi ao Mundial daquele ano. Mas a audiência ajudou a selar o destino da liga: a grande final da LTA teve pico de cerca de 166 mil espectadores, número abaixo do que finais do CBLOL e da LCS já haviam registrado em anos anteriores.
Por que a Riot desistiu da LTA e trouxe o CBLOL de volta
A volta foi anunciada no fim de semana da final da LTA. A Riot citou o pedido da comunidade por identidade regional e por um formato mais fácil de entender. Os confrontos entre conferências, pouco atraentes para o público brasileiro, também acabaram. A LLA não voltou como liga independente.
Do formato da LTA, a Riot manteve a fase regular em turno único com séries melhor de três e Fearless Draft, regra que impede repetir campeões ao longo da série, seguida de playoffs. O anúncio oficial está no site do LoL Esports.
O CBLOL de 2026
A temporada de volta teve oito times: FURIA, Fluxo W7M, Leviatán, LOS (convidada, promovida do Circuito Desafiante), LOUD, paiN Gaming, RED Canids Kalunga e Vivo Keyd Stars. O ano foi dividido em três etapas:
- Copa CBLOL: a LOUD venceu a RED Canids Kalunga por 3 a 0 e ganhou a vaga no First Stand, torneio internacional disputado em São Paulo.
- 1ª Etapa: a FURIA bateu a LOS por 3 a 1 na final e foi ao MSI e à Esports World Cup.
- 2ª Etapa: em 10 de outubro, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, a LOS venceu a FURIA por 3 a 2 e conquistou seu primeiro título do CBLOL. O caçador Curse foi eleito MVP da final.
Para o torcedor, a principal mudança foi a volta do nome e dos clássicos nacionais, como LOUD x paiN, sem dividir a tabela com times norte-americanos. A Riot também criou um caminho direto do CBLOL para o First Stand, o torneio internacional do início da temporada.
Em março de 2026, a Riot ampliou para duas as vagas do CBLOL no Mundial, e as duas finalistas da 2ª Etapa foram aos Estados Unidos.
O que aconteceu depois
No Mundial de 2026, a FURIA caiu ainda no play-in, eliminada pela MVK Esports. A LOS chegou à fase suíça em Allen, no Texas, venceu duas séries, incluindo uma vitória sobre a Team Liquid, e foi eliminada pela LYON com campanha de 2 vitórias e 3 derrotas, a uma série de levar o Brasil ao mata-mata.
O saldo do experimento é claro: a LTA durou uma temporada, e o CBLOL voltou com mais vagas internacionais do que tinha antes da fusão. A questão para 2027 é se os times brasileiros conseguem transformar essas vagas em resultados fora de casa.
Imagem de capa: René Pudschedl / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0




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