A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou oficialmente o consumo exagerado por vídeo games como um transtorno mental. A atualização publicada no dia 28 está inclusa na Classificação Internacional de Doenças, a CID-11.

De acordo com a OMS, para ter o transtorno você deve ter três padrões de comportamentos:
1- Apresentar falta de controle sobre seu tempo jogando vídeo games. Ou seja, aumentando a frequência, intensidade, duração das jogatinas ou incapacidade de parar.
2- Dar prioridade crescente aos jogos e em consequência deixar de lado outros interesses da vida e atividades diárias.
3- Continuar jogando apesar da ocorrência de consequências negativas.

“O padrão de comportamento é de severidade suficiente para resultar em prejuízo significativo. Seja em áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais, ocupacionais ou outras áreas importantes de funcionamento. O padrão de comportamento do jogo pode ser contínuo ou episódico e recorrente.”, é o que diz o documento.

Entretanto, a OMS deixou claro que o diagnóstico desse tipo de distúrbio só pode ser feito através de profissionais qualificados. Inclusive, o Dr. Vladimir Poznyak, membro do Departamento de Doenças Mentais e Abuso de Substâncias da OMS comenta que:

“Milhões de jogadores ao redor do mundo, até mesmo quando se trata de quem joga intensamente (profissionais) podem nunca ser qualificados como pessoas de desordem de games”.

Acima de tudo, essa decisão está gerando objeção de vários grupos. Alguns médicos, científicos, associações que trabalham diretamente com games e jogadores não estão de acordo com o documento. Isso levou a Associação de Softwares de Entretenimento a lançar uma declaração contra a decisão da OMS.

A declaração foi assinada por ESA, ESAC, EGDF, IESA, IGEA, UBV&G, UKIE, ISFE, Associação da Indústria de Games da Coréia, KGAMES e até ABRAGAMES (Brasil). Em síntese a declaração diz que todas as organizações e apoiadores ao redor do mundo vão continuar elevando suas vozes nesse movimento e exigir que a OMS evite tomar passos que teriam implicações injustificadas para os sistemas de saúde ao redor do mundo.